Inicialmente era denominado Banco de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco, tendo sido previsto para o fomento do estado, através das ações governamentais e beneficiando a expansão do parque industrial, não apenas com a instalação de novas indústrias, mas também no crescimento das existentes, da agricultura e pecuária.
Posteriormente assumiu uma postura mais abrangente no mercado financeiro, deixando de lado sua roupagem de banco unicamente voltado para o financiamento público.
Através do Bandepe, o sistema bancário fez-se presente nos diversos municípios interioranos de Pernambuco, preteridos pelas demais instituições financeiras.
Durante a década de 1980, passou por uma expansão e o seu número de agências chegou ao número 154, sendo que 9 delas eram agências interestaduais: Fortaleza, Natal, João Pessoa, Maceió, Aracaju, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
Na região metropolitana de Recife eram mais de 20 agências.
Também foi o primeiro banco oficial a interligar online suas agências, ainda na década de 1980.
Durante o movimento de privatização das estatais, patrocinado pelo governo Fernando Henrique Cardoso, na última década do século XX, quando chegou a sofrer um processo de intervenção do Banco Central do Brasil, foi levado à leilão em 1998, passando seu controle acionário ao ABN AMRO, através do Banco Real, que o incorporou em 2006.
Em 2008 o Banco Santander comprou a operação do holandês ABN Amro Bank na América Latina tornando-se no Brasil o terceiro maior banco em ativos.
Graças ao sucateamento do país no famigerado governo de FHC, o Bandepe, que por décadas foi o banco do povo pernambucano deixou de existir. Hoje muitos funcionarios da extinta instituição continuam como funcionarios do Santander.
Todos nós, ex-funcionarios desta empresa genuinamente pernambucana e creio que boa parte da população, que de forma direta ou indireta, utilizava os serviços prestados pelo banco, hoje sentem saudades do velho e querido Bandepe.

A PRIVATIZAÇÃO FOI A PÁ DE TERRA, DECORRENTE DOS EMPRÉSTIMOS COM CUNHO POLÍTICO, GERALMENTE A FUNDO PERDIDO, O QUE FOI MINANDO AS FINANÇAS DO BANCO, SEM FALAR NOS ALTOS CARGOS, OCUPADOS POR APADRINHADOS POLÍTICOS, QUE NEM SEMPRE TINHAM CAPACIDADE PARA OCUPÁ-LOS. INSTITUIÇÃO NENHUMA, CONSEGUIRIA SOBREVIVER.
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